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Já faz 1 mês que a Mel está cá em casa. Ainda não se conseguiu habituar que a noite é para dormir e ainda anda a sonecar por aqui e por ali para ver o sítio que mais lhe agrada. Adora comida de salmão, gosta de derrubar tudo por onde passa e ainda não consegue abrir portas. Ontem roubou uma grande coxa de frango da cozinha. Com o tempo tudo irá ao lugar.

Bolos e arrumações.
Fui ao cinema ver isto e achei que podia bem ter visto num domingo à tarde no sofá e ter adormecido um bocado a meio e visto o fim que era igualmente feliz.
Tenho tantas saudades do Verão que me apetece fazer a mala e emigrar para um país tropical. Agorinha.


Quando era miuda havia iogurtes de morango, de banana e tutti frutti. Se havia mais não me lembro. Nunca fui grande fã de iogurtes. Um dia por semana havia iogurte ao lanche na escola e eu era daquelas que ia à cozinha trocá-lo pelo meu pãozinho com manteiga. Não interessa.
Depois vieram os muitos sabores: o pêssego, a maçã, a pêra, ameixa, kiwi, manga, abacate e por aí além. Depois vieram os combinados. Um sucesso: os iogurtes com cereais, com frutos secos e aqueles famosos da Adagio, que nunca mais vi e deixaram saudades, que traziam mel e nozes. Depois acabaram-se os sabores. Esgotaram-se as frutas e as combinações. Foi quando os iogurtes começaram a ser essenciais para a saúde: fazem milagres pelo foro intestinal, trazem vitaminas indispensáveis ao crescimento e são uma refeição mais do que necessária para as meninas que andam sempre de dieta. Aconteceu alguma coisa parecida com os shampoos: agora têm umas vitaminas com nomes cheios de vogais que fazem o nosso cabelo mehor que o do Sansão. para além de forte ainda é brilhante.
Por fim há aquele dia em que entro no super mercado, e a imagem do iogurte está 80%tapada com um rectângulo que diz 1.60€. A crise chateia-nos a todos. Chateia-me o telejornal, chateia-me a inflação, chateia-me o desemprego, e todos os efeitos devastantes da crise na vida das pessoas. E fico contente que o iogurte custe menos 5 cêntimos que ontem , porque a minha conta bancária não é infalível a nenhum processo económico globalizado. Mas como cereja no topo do bolo, chateia-me que a criatividade tenha sido posta na borda do prato, que já não haja sabores novos de iogurte, que já não façam bem à saúde, que já nem se vejam no anúncio. Já não deve ser preciso grande processo de brainstorming: custam 5 cêntimos a menos.
ps: a imagem não tem não está relacionada co o texto. eu sei.